Quem lê os últimos textos desse LJ acha que eu sou uma maníaco-depressiva. Bom, eu obviamente não sou, (ou pelo menos não tanto assim, ou não todo o tempo). Enfim, às vezes, eu tenho que lembrar isso até para mim mesma, eis um post com tudo que me faz feliz – talvez não tudo, porque ele acabaria ficando enorme, mas pelo menos uma boa parte.
( muitas muitas palavras )
É um dia horrível, e essa é a semana do 11 de Setembro, o que são dois motivos suficientemente bons para, nos momentos de ócio no trabalho, sentada em frente a uma janela onde a paisagem que se vê é a de uma São Paulo cinza e chuvosa, começar a pensar no fim.
A rotina de escritório é uma das piores coisas já inventadas, e quem trabalhou ou trabalha em um e não é o chefe do local entende o que estou dizendo. O WTC era um prédio comercial, então é óbvio que as pessoas que morreram com o atentado estavam em seus escritórios, suas mesas, imersas em suas listas de afazeres quando, de repente, veio um avião e acabou com tudo. Não paro de pensar em como elas provavelmente gostariam de estar em qualquer lugar, a não ser ali – não só porque elas obviamente iriam morrer, mas porque pior do que morrer é morrer em um lugar detestável, morrer e todas as suas preocupações, suas tarefas, os negócios urgentes e os problemas desaparecerem no nada, sem propósito, sem deixarem nenhuma outra marca na história. Ninguém saberia o que estavam fazendo ali, ninguém se importaria, e mesmo que não tivesse sido uma tragédia que marcou a humanidade, em qualquer outra circunstância, qualquer um que não estivesse também ligado aos negócios ali realizados não daria a mínima para o assunto.
Então, tudo aquilo que estava sendo realizado, tudo aquilo com que pessoas e pessoas se estressaram, perderam tempo, discutiram e colocaram dinheiro foi perdido de uma hora para outra, mostrando que só existia realmente para aqueles que estavam lá. Deprimente o bastante.
Porque você passa 10 horas do seu dia preso em uma mesa de trabalho, em frente a um computador. Quase metade do seu dia escoa em atividades que muitas vezes são entediantes, odiosas, ociosas, atividades que dificilmente se vê algum fruto além do dinheiro que geram. Ao contrário de um cientista, um estudioso ou um artista, seu trabalho não ocupará um lugar na história da humanidade, não será utilizado ou lembrado. É puro desperdício de esforço e de tempo.
Quando você cogita o porquê de pessoas terem pulado de suas janelas antes da colisão dos aviões, você acaba pensando que, para elas terem reparado nisso, primeiro estavam olhando para a janela – assim como eu, quando resolvi escrever esse texto. Fato é que ninguém nunca passa as 8 horas realmente trabalhando – a maioria delas é ocupada por qualquer atividade que justamente não tenha nada a ver com o trabalho – tomar café, ir ao banheiro, ver o site de notícias, checar o e-mail, mandar correntes com piadas para outros amigos desesperados por alguma distração, olhar para o nada pensando com o que aquele tempo poderia ser bem gasto. No fundo, as pessoas simplesmente sabem quando sua vida é meio sem fundamento, mas preferem esquecer ou ignorar – porque é mais fácil, porque querendo ou não essas atividades dão dinheiro, porque é melhor assim.
Só que quando você para e escreve algumas verdades, quando você deixa o trabalho de lado para analisar as coisas ao seu redor e ver a inutilidade daquilo, fica mais complicado esquecer depois, ao mesmo tempo em que assusta perceber que, talvez, assim como uma vítima de um atentado terrorista, você pode ir atravessar a rua para ir para a faculdade, desfrutar um pouco do convívio social, da beleza de gastar seu tempo aprendendo e de ter uma perspectiva de futuro que não vai virar pó, você pode eventualmente morrer.
E o problema não é ser o fim, é chegar no fim e saber que não ficou nada para trás.

Uma parte do bom retiro onde eu olhei pela janela do ônibus, a Voluntários da Pátria, a estação Santana. Justificável, porque foi a primeira vez que fui para a Zona Norte, mas não depois de três anos andando e estudando lá.



Quando eu digo que essa cidade me pertence não é por pretensão típica de paulista, mas sim porque têm partes minhas espalhadas por todos os lugares. E mesmo que isso doa as vezes por saber que não posso ter todos os que quero perto de mim, é também o que me faz sorrir aleatoriamente, como ao passar por uma rua, reconhecer um lugar por causa de alguém e poder sentir-se relaxada por saber onde se está.


( the four of us )

( hold it )
Enfim. A scanlation e a tradução de Hydra acabaram há duas semanas, e eu só fui ver ontem. Fato: Hydra é o melhor mangá que eu já li, sério, de longe, e isso porque eu já li Boy's Next Door e The Day I Become a Butterfly (entre diversos outros títulos lindos, mas que não superam a obra-prima da Miyamoto). E foi por perceber que não só quase ninguém conhecia, além de que se você googlar não vai achar nenhuma página com informações sobre o mangá, eu criei esse post - cheio de muito amor e parcialidade.

( muitas muitas imagens )
Autor: Bruna F.
Classificação: K
Fandom: Star Trek Reboot
Ship: Chekov/Sulu
Sumário: Sulu era a pior pessoa de todos os universos.
N/A: Fanfic escrita para a
( My soul, My sin )
Fandom: O Guia do Mochileiro das Galáxias
Ship: Ford Prefect (aka Ix)/Zaphod Beeblebrox
Sumário: Essa história considera somente uma das cabeças do Zaphod.
(Sim, eu escrevi isso. Sim, vou postar aqui. É, a
( Beba... mas com muito cuidado )
Autor:
Ship: Sulu/Chekov
Fandom: Star Trek Reboot
Classificação: PG-13
Summary: And the shame, was on the other side - Oh we can beat them, for ever and ever.
N/A: Minha primeira fanfic de Star Trek, yey! Agradecimentos para a
Essa fanfic foi publicada em inglês aqui.
( Then we could be Heroes )
