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(Bruma)
02 November 2009 @ 01:49 am

Quem lê os últimos textos desse LJ acha que eu sou uma maníaco-depressiva. Bom, eu obviamente não sou, (ou pelo menos não tanto assim, ou não todo o tempo). Enfim, às vezes, eu tenho que lembrar isso até para mim mesma, eis um post com tudo que me faz feliz – talvez não tudo, porque ele acabaria ficando enorme, mas pelo menos uma boa parte.

muitas muitas palavras )
 
 
Mood: artistic
 
 
(Bruma)
09 September 2009 @ 01:45 pm


É um dia horrível, e essa é a semana do 11 de Setembro, o que são dois motivos suficientemente bons para, nos momentos de ócio no trabalho, sentada em frente a uma janela onde a paisagem que se vê é a de uma São Paulo cinza e chuvosa, começar a pensar no fim.

A rotina de escritório é uma das piores coisas já inventadas, e quem trabalhou ou trabalha em um e não é o chefe do local entende o que estou dizendo. O WTC era um prédio comercial, então é óbvio que as pessoas que morreram com o atentado estavam em seus escritórios, suas mesas, imersas em suas listas de afazeres quando, de repente, veio um avião e acabou com tudo. Não paro de pensar em como elas provavelmente gostariam de estar em qualquer lugar, a não ser ali – não só porque elas obviamente iriam morrer, mas porque pior do que morrer é morrer em um lugar detestável, morrer e todas as suas preocupações, suas tarefas, os negócios urgentes e os problemas desaparecerem no nada, sem propósito, sem deixarem nenhuma outra marca na história. Ninguém saberia o que estavam fazendo ali, ninguém se importaria, e mesmo que não tivesse sido uma tragédia que marcou a humanidade, em qualquer outra circunstância, qualquer um que não estivesse também ligado aos negócios ali realizados não daria a mínima para o assunto.

Então, tudo aquilo que estava sendo realizado, tudo aquilo com que pessoas e pessoas se estressaram, perderam tempo, discutiram e colocaram dinheiro foi perdido de uma hora para outra, mostrando que só existia realmente para aqueles que estavam lá. Deprimente o bastante.

Porque você passa 10 horas do seu dia preso em uma mesa de trabalho, em frente a um computador. Quase metade do seu dia escoa em atividades que muitas vezes são entediantes, odiosas, ociosas, atividades que dificilmente se vê algum fruto além do dinheiro que geram. Ao contrário de um cientista, um estudioso ou um artista, seu trabalho não ocupará um lugar na história da humanidade, não será utilizado ou lembrado. É puro desperdício de esforço e de tempo.

Quando você cogita o porquê de pessoas terem pulado de suas janelas antes da colisão dos aviões, você acaba pensando que, para elas terem reparado nisso, primeiro estavam olhando para a janela – assim como eu, quando resolvi escrever esse texto. Fato é que ninguém nunca passa as 8 horas realmente trabalhando – a maioria delas é ocupada por qualquer atividade que justamente não tenha nada a ver com o trabalho – tomar café, ir ao banheiro, ver o site de notícias, checar o e-mail, mandar correntes com piadas para outros amigos desesperados por alguma distração, olhar para o nada pensando com o que aquele tempo poderia ser bem gasto. No fundo, as pessoas simplesmente sabem quando sua vida é meio sem fundamento, mas preferem esquecer ou ignorar – porque é mais fácil, porque querendo ou não essas atividades dão dinheiro, porque é melhor assim.

Só que quando você para e escreve algumas verdades, quando você deixa o trabalho de lado para analisar as coisas ao seu redor e ver a inutilidade daquilo, fica mais complicado esquecer depois, ao mesmo tempo em que assusta perceber que, talvez, assim como uma vítima de um atentado terrorista, você pode ir atravessar a rua para ir para a faculdade, desfrutar um pouco do convívio social, da beleza de gastar seu tempo aprendendo e de ter uma perspectiva de futuro que não vai virar pó, você pode eventualmente morrer.

E o problema não é ser o fim, é chegar no fim e saber que não ficou nada para trás.
 

 
 
Mood: pessimistic
 
 
(Bruma)
14 August 2009 @ 11:26 pm
É engraçado, anos andando por São Paulo, passando pelas mesmas ruas, e mesmo assim continuo pensando nas mesmas pessoas, repetidamente, quando vejo alguns lugares.


Uma parte do bom retiro onde eu olhei pela janela do ônibus, a Voluntários da Pátria, a estação Santana. Justificável, porque foi a primeira vez que fui para a Zona Norte, mas não depois de três anos andando e estudando lá.


 
E a Chucri Zaidan. Agora que ela virou rotina, agora que eu conheço, é uma lembrança constante do dia em que eu não fazia idéia de onde estava, achando tudo horrivelmente longe. Mas eu não estava sozinha. Eu estava no primeiro ônibus indo para algum lugar conhecido, as ruas passavam sem que pudéssemos nomeá-las, mas eu não estava sozinha.


 
E então a estação Sumaré, onde momentos não foram aproveitados porque eu naquele momento não pertencia ali, e a própria Avenida do Estado. A Avenida do Estado faz pensar em aulas de manhã no último andar do prédio de onde dava para ver o Prédio do Banespa e os carros engarrafados, e dias ensolarados a caminho do shopping.


 
Mas nem tudo vem obrigatoriamente acompanhado de um nó na garganta. A Augusta e a Alameda Santos são da Dri, o Ibirapuera é da Rita, assim como a Luz, assim como a Barra Funda, a Vila Mariana e as mais diversas ruas por onde nos passávamos andando no carro dela a noite, porque andar de carro depois da uma da manhã ouvindo música e cantando também pertence à Rita. E o Paraíso é da Gisele, e toda a região da Paulista pertence a amigos e a boas lembranças, e esse é o motivo para ser a maior avenida de Sampa.

Quando eu digo que essa cidade me pertence não é por pretensão típica de paulista, mas sim porque têm partes minhas espalhadas por todos os lugares. E mesmo que isso doa as vezes por saber que não posso ter todos os que quero perto de mim, é também o que me faz sorrir aleatoriamente, como ao passar por uma rua, reconhecer um lugar por causa de alguém e poder sentir-se relaxada por saber onde se está.
 
 
Mood: nostalgic
 
 
(Bruma)
25 July 2009 @ 03:48 pm
Então, eu moro em São Paulo - fato. E tenho um celular. O que acontece é que nos últimos tempos eu tenho dado surtos e fotografado alguns dos lugares por onde eu passo, e agora acumulei fotos suficientes para postar aqui.
 

 
dirty streets where I belong )
 
 
Mood: artistic
 
 
(Bruma)
20 July 2009 @ 08:19 pm
Domingo, eu, a [info]dripepper e a [info]enfermeira_chan nos encontramos para praticar a arte de sermos awesome. Pondo em prática uma idéia que eu vinha cultivando há tempos, eu aproveitei o Chekov e o Sulu que eu e a Dri íamos dar para a Mary, levei meu Kirk e Bones e fiz um pseudo-ensaio tosco em plena mesa do Mac Donald's (alguém liga para pessoas desconhecidas olhando como se você fosse louca?)



the four of us )
 
 
Mood: happy
Music: La la - Ashlee Simpson
 
 
(Bruma)
12 July 2009 @ 09:04 pm
Eu via minha amiga jogar. Meus amigos falavam que era chato, porque era só sobre ler em inglês e isso não tinha a menor graça. Eu não entendia como eu poderia desmentir uma testemunha falando que "x aconteceu às y horas". Eu não tinha um DS e até então sabia muito pouco sobre Phoenix Wright.


hold it )

 
 
Mood: melancholy
 
 
(Bruma)
04 July 2009 @ 01:18 pm
Hydra é o nome que eu e a [info]dripepper escolhemos para chamar o nosso projeto, certo. Mas nós escolhemos esse nome por um motivo obviamente maior, que é o mangá Hydra, da Miyamoto Kano. A Dri tinha me apresentado quando eu pedi recomendações de bons yaois, e quando eu comecei a ler eu não fazia idéia de como eu me apaixonaria por tudo da Kano ou como ele acabaria se tornando meu mangá favorito.

Enfim. A scanlation e a tradução de Hydra acabaram há duas semanas, e eu só fui ver ontem. Fato: Hydra é o melhor mangá que eu já li, sério, de longe, e isso porque eu já li Boy's Next Door e The Day I Become a Butterfly (entre diversos outros títulos lindos, mas que não superam a obra-prima da Miyamoto). E foi por perceber que não só quase ninguém conhecia, além de que se você googlar não vai achar nenhuma página com informações sobre o mangá, eu criei esse post - cheio de muito amor e parcialidade.





muitas muitas imagens )
 
 
Mood: moody
 
 
(Bruma)
Título: Delírios fundamentados em literatura do século XX
Autor: Bruna F.
Classificação: K
Fandom: Star Trek Reboot
Ship: Chekov/Sulu
Sumário: Sulu era a pior pessoa de todos os universos.
N/A: Fanfic escrita para a [info]enfermeira_chan , betada pela linda e amável[info]dripepper ! E sim, estou em uma fase mui criativa, de intensa produção fanfictícia! ♥
My soul, My sin )
 
 
Mood: tired
 
 
(Bruma)
23 June 2009 @ 12:38 am
Título: Dinamite Pangaláctica
Fandom: O Guia do Mochileiro das Galáxias
Ship: Ford Prefect (aka Ix)/Zaphod Beeblebrox
Sumário: Essa história considera somente uma das cabeças do Zaphod.

(Sim, eu escrevi isso. Sim, vou postar aqui. É, a [info]dripepper  me incentivou. E sério, eu gostei do resultado, afinal.)


Beba... mas com muito cuidado )
 
 
Mood: silly
 
 
(Bruma)
13 June 2009 @ 03:47 pm
Título: As though nothing could fall
Autor:
[info]bitcherry 
Ship:
Sulu/Chekov
Fandom:
Star Trek Reboot
Classificação:
PG-13
Summary:
And the shame, was on the other side - Oh we can beat them, for ever and ever.
N/A:
Minha primeira fanfic de Star Trek, yey! Agradecimentos para a [info]moon_penguim   pela betagem da versão em inglês e para a [info]enfermeira_chan  e a [info]dripepper (também pela betagem em português!) por serem lindas e me fazerem escrever isso ♥
Essa fanfic foi publicada em inglês aqui.


Then we could be Heroes )
 
 
Mood: anxious
Music: Heroes - David Bowie